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02.02.2026 02:29 PMO ouro continuou a cair hoje, após a maior queda em mais de uma década registrada na última sexta-feira, que empurrou o metal para menos de US$ 5.000. A prata também despencou, revertendo uma sequência recorde que, em retrospecto, foi longe demais e rápido demais.
O ouro à vista caiu cerca de 8% e está quase um quinto abaixo da alta recorde atingida na última quinta-feira. A prata despencou mais 14,6% na segunda-feira, após uma queda intradiária de 23% na sessão anterior — o movimento mais acentuado já registrado.
A crescente relutância em assumir novos riscos está reduzindo a liquidez do mercado. Muitos participantes acreditam que, mesmo nos níveis atuais, os metais continuam significativamente sobrecomprados e que são necessários níveis de suporte mais razoáveis para que os compradores retornem em força.
Conforme observado acima, os preços dos metais preciosos atingiram recordes na semana passada, surpreendendo até mesmo os traders experientes. A alta acelerou acentuadamente em janeiro, à medida que os investidores se voltaram para o ouro e a prata em meio a novos temores sobre instabilidade geopolítica, desvalorização da moeda e ameaças à independência do Federal Reserve. As compras de especuladores chineses alimentaram ainda mais o avanço.
A dinâmica especulativa do mercado não deve ser ignorada. As negociações algorítmicas e as atividades dos fundos de hedge que buscam explorar as oscilações de preços no curto prazo estão ampliando a volatilidade e aumentando o risco para os investidores. Nessas condições, é essencial manter a calma e confiar na análise fundamentalista, em vez de sucumbir ao pânico ou à euforia.
As perspectivas de curto prazo são incertas. Novos desenvolvimentos na geopolítica, decisões dos bancos centrais e dados macroeconómicos afetarão significativamente os preços dos metais preciosos. A medida em que os investidores chineses intervirem nas quedas também será um fator determinante para a próxima direção do mercado.
A liquidação da última sexta-feira foi provocada principalmente pela notícia de que o presidente Donald Trump pretende nomear Kevin Warsh como presidente do Fed. Essa notícia elevou o dólar e abalou as expectativas dos investidores de que o governo toleraria uma moeda mais fraca.
No caso da prata, as compras especulativas na China agravaram a escassez de oferta no mercado interno, mas essa tendência pode diminuir à medida que a queda do mercado reduz a demanda por investimentos.
Uma perspectiva técnica para o ouro sugere que os compradores devem procurar recuperar a resistência mais próxima, em US$ 4.591. Uma quebra desse nível permitiria um movimento em direção a US$ 4.647, acima do qual uma quebra seria difícil. O alvo estendido está próximo de US$ 4.708. No lado negativo, os ursos tentarão assumir o controle em US$ 4.481. Se tiverem sucesso, uma quebra dessa faixa representaria um sério golpe para as posições de alta e poderia empurrar o ouro para baixo, para US$ 4.432, com possibilidade de extensão para US$ 4.372.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

