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Ontem, os índices acionistas fecharam em alta. O S&P 500 subiu 0,26%, enquanto o Nasdaq 100 avançou 0,36%. Já o Dow Jones Industrial Average recuou 0,24%.
O rali recorde nos mercados acionistas globais perdeu fôlego, com sinais de estagnação nas praças asiáticas. Os investidores, ao reduzirem exposição antes do fim de semana, começaram a ajustar posições. A principal razão para a postura cautelosa foi a incerteza quanto ao andamento das negociações para a prorrogação do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Esse quadro de incerteza geopolítica continua a influenciar de forma relevante o sentimento do mercado, levando os participantes a realizar lucros e a reduzir a exposição a ativos de maior risco.
Nesse contexto, os índices asiáticos apresentaram desempenho misto. Os traders acompanham de perto qualquer notícia diplomática que possa afetar a estabilidade regional e, consequentemente, os mercados globais. A falta de sinais claros sobre os próximos passos do cessar-fogo leva a uma gestão de portfólio mais conservadora.
Se ontem predominou o otimismo, hoje prevalece a cautela. A decisão dos investidores de reduzir posições sugere que o potencial de alta no curto prazo pode permanecer limitado até que surja maior clareza no cenário geopolítico. A próxima semana deve trazer tendências mais definidas, à medida que forem conhecidos os resultados ou os próximos passos das negociações.
O MSCI All Country World Index, principal indicador global de ações, recuou 0,1% após um rali de 10 dias que o levou a uma máxima histórica na quinta-feira. Embora os índices de Wall Street também tenham fechado em níveis recordes, o impulso na Ásia perdeu força à medida que os traders passaram a focar no andamento das negociações para manter o cessar-fogo entre EUA e Irã, que expira na próxima semana.
O Brent recuou 1,3%, para US$ 98,10 por barril, após o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrar otimismo quanto à possibilidade de um cessar-fogo duradouro com o Irã. O ouro avançou levemente, para cerca de US$ 4.800 por onça, enquanto os Treasuries e o dólar americano permaneceram praticamente estáveis, refletindo um fim de semana mais cauteloso.
Como mencionado anteriormente, os investidores aguardam avanços nas negociações que possam levar à reabertura do Estreito de Ormuz, facilitar o fluxo de petróleo e aliviar as pressões econômicas após a forte alta dos preços desde o início do conflito, no fim de fevereiro.
Segundo a AT Global Markets, os mercados entram na última sessão da semana em níveis técnicos e psicológicos relevantes e seguem com baixa convicção, à espera de sinais mais claros vindos do Oriente Médio.
Ontem, Trump voltou a afirmar — sem apresentar evidências — que o Irã teria aceitado concessões que vinha rejeitando há muito tempo, incluindo o abandono de ambições nucleares militares e a entrega de material nuclear. Segundo o presidente, o acordo incluiria também a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, Teerã não confirmou essas declarações.
Trump também anunciou uma trégua de 10 dias entre Israel e o Líbano. Em suas declarações de quinta-feira, não mencionou o Hezbollah. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou em vídeo que concordou com a trégua.
No que diz respeito ao cenário técnico do S&P 500, a principal tarefa dos compradores hoje é superar o nível de resistência mais próximo em 7.049. Isso ajudaria o índice a ganhar impulso de alta e poderia abrir caminho para um movimento até 7.066. Da mesma forma, é prioridade para os compradores manter o controle acima de 7.087, o que fortaleceria ainda mais suas posições.
Em caso de movimento de queda, com redução do apetite por risco, os compradores precisam se defender na região de 7.033. Um rompimento abaixo desse nível pode rapidamente levar o ativo de volta a 7.013 e abrir caminho para 6.993.