Conflito com o Irã e disparada do petróleo ameaçam o mercado acionário dos EUA
Em 18 de março de 2026, o banco de investimentos Goldman Sachs previu que o índice S&P 500 poderia recuar para 6.300 pontos caso os indicadores macroeconômicos continuem a enfraquecer. Os principais fatores de risco são os elevados preços do petróleo e a instabilidade geopolítica provocada pelo conflito militar com o Irã.
A queda atual nas cotações está em linha com padrões históricos observados durante períodos de grandes turbulências internacionais. No entanto, o aumento dos custos de energia e a incerteza generalizada podem dificultar o crescimento global e levar o Federal Reserve dos EUA a adiar o afrouxamento da política monetária.
Em um cenário de choque moderado, o banco projeta uma contração dos múltiplos de avaliação das ações, em meio ao pessimismo do mercado. Ainda assim, o Goldman Sachs mantém uma perspectiva construtiva de longo prazo para o mercado acionário. O principal fator de suporte é o crescimento dos lucros corporativos, impulsionado por investimentos significativos no setor de inteligência artificial.
Os gastos tecnológicos das corporações americanas continuarão a ser um motor fundamental de retorno no longo prazo. Espera-se maior clareza quanto às ações do Fed e à evolução da situação no Oriente Médio até o final de 2026. Enquanto isso, a influência contínua da IA na economia pode continuar a exercer pressão sobre as avaliações dos ativos.