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Banco Mundial alerta que guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global para 2,5% em 2026

Banco Mundial alerta que guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global para 2,5% em 2026

O Banco Mundial (BM) reduziu significativamente suas projeções para a economia global, alertando que um conflito armado de grande escala no Oriente Médio reduzirá o crescimento econômico mundial para 2,5% em 2026. Esse número será o mais fraco desde a pandemia de coronavírus, abaixo dos 2,9% registrados no ano passado. Em seu relatório, economistas do Banco Mundial afirmaram que a guerra prolongada provocou uma forte alta nos principais preços de energia, acelerou a inflação e elevou substancialmente os custos de financiamento nos mercados financeiros internacionais. Eles esperam que dois terços dos países do mundo enfrentem uma deterioração significativa em suas perspectivas macroeconômicas de médio prazo.

A principal razão para a revisão foram as interrupções críticas no fornecimento de petróleo causadas pelo fechamento estratégico do Estreito de Ormuz. Analistas do BM projetam que o preço médio do Brent neste ano será de US$ 94 por barril, cerca de 36% acima do nível do ano passado. Uma pressão adicional sobre a economia global virá do aumento dos custos dos fertilizantes, o que inevitavelmente provocará mais uma onda de aumentos nos preços dos alimentos. Nesse contexto, a inflação global acelerará para 4%, ante 3,3% no ano anterior. Em um cenário adverso que desencadeie instabilidade financeira, o crescimento do PIB global poderá cair para apenas 1,3%.

A crise atingirá com mais força as economias em desenvolvimento, cujo crescimento deverá desacelerar para 3,6%. A contração mais profunda é esperada nos países do Golfo, onde a atividade econômica poderá praticamente estagnar. As perspectivas econômicas também são pressionadas por uma pesada carga de endividamento: a dívida pública dos países em desenvolvimento subiu de 40% do PIB em 2010 para mais de 70% atualmente. Nesse cenário, o Sul da Ásia continuará sendo o principal motor da economia mundial, embora seu crescimento deva desacelerar de 7% para 6,3%.

Para mitigar o choque, o Banco Mundial anunciou que está pronto para disponibilizar rapidamente entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões em financiamento emergencial para países em desenvolvimento. Mais de 30 países já estão desenvolvendo medidas de proteção conjuntas com a instituição. Caso o conflito se intensifique, o montante de apoio poderá ser elevado para US$ 100 bilhões. O presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga, enfatizou que o papel principal da instituição no cenário atual é fornecer liquidez emergencial para estabilizar os mercados e sustentar reformas estruturais.

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