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Risco de recessão nos EUA cresce com alta do petróleo e fraqueza no emprego

Risco de recessão nos EUA cresce com alta do petróleo e fraqueza no emprego

Em 19 de março de 2026, o economista-chefe da Moody’s, Mark Zandi, voltou a acender o alerta: o risco de recessão nos Estados Unidos está novamente no radar — e, desta vez, mais próximo de se concretizar. Segundo a avaliação da agência, a manutenção de preços elevados de energia nas próximas semanas pode tornar uma contração econômica praticamente inevitável.

O cenário macroeconômico vem se deteriorando em meio ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo. “A recessão voltou a ser uma ameaça real”, afirmou Zandi, destacando ainda um padrão histórico preocupante: praticamente todas as recessões desde a Segunda Guerra Mundial, com exceção da pandemia, foram precedidas por fortes altas nos preços do petróleo.

Antes mesmo da escalada do conflito com o Irã, os indicadores da Moody’s já apontavam uma probabilidade de 49% de recessão em um ano. Agora, esse risco já supera os 50%, impulsionado pelo impacto negativo das commodities sobre o poder de compra das famílias e pelas pressões inflacionárias.

O quadro se agrava com a desaceleração do crescimento econômico — o PIB avançou apenas 0,7% no quarto trimestre. Um mercado de trabalho mais fraco e a queda da renda real reduzem a capacidade da maior economia do mundo de absorver choques externos, especialmente diante da instabilidade no Oriente Médio.

Mesmo com níveis elevados de produção interna, a economia americana permanece vulnerável à volatilidade global. Além disso, o aperto monetário promovido anteriormente pelo Federal Reserve já limitou o potencial de crescimento, reduzindo a margem de manobra do sistema financeiro para enfrentar uma nova crise energética.

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